Hoje celebramos António Lobo Antunes, gigante da literatura portuguesa

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António Lobo Antunes
Página dedicada a António Lobo Antunes no livro "O Português mais Erudito do Mundo" de Pedro M. Proença
Oriundo de Benfica, em Lisboa, António Lobo Antunes nasceu no 1 de setembro em 1942. Autor e psiquiatra português, ele recebeu a maior distinção literária para as escritas em português, o prémio Camões, em 2007. Licenciou-se em Medicina à Universidade de Lisboa e participou na guerra na Angola.
O seu talento foi notado por uma professora de Português que pressentiu que ele ia ser um grande escritor… e quanta razão teve! Autor prolífico, da sua bibliografia rica podemos mencionar livros tal como Memória de Elefante (1979), Os Cus de Judas (1979), Manual dos Inquisidores (1996), Sôbolos Rios que Vão (2010) e, o mais recente, A Última Porta Antes da Noite (2018).
A lista de autores que foram galardoados com o prémio Camões inclui nomes de titãs literários, tal como José Saramago, Sophia de Mello Breyner Andersen, Agustina Bessa-Luís, Mia Couto, Chico Buarque.

A vida é como escrever sem borracha porque não pode voltar atrás e apagar

Foi oficial do exército na guerra em Angola onde esteve três anos começando desde 1970. Enquanto na Faculdade de Medicina, especializou-se em psiquiatria. Ambas as experiências profissionais representaram fontes de inspiração para os seus romances. Além disso, alguns episódios da vida que marcaram a sua escrita têm a ver também com a morte e as frustrações do amor, enquanto divorciou 4 vezes e sobreviveu dois cancros de pulmão.

É mais importante falar de coração para coração

A sua escrita é caraterizada pela imprevisibilidade narrativa e emoção. Não está interessado nem na trama, nem na história. Na sua visão, qualquer livro deste mundo pode ser resumido em algumas palavras e a sua ação pode ser simplificada num enunciado. Um bom escritor consegue mostrar a natureza humana na sua verdadeira forma. Considera que aquilo que se pode fazer com o fio narrativo é a maior prova do talento de um bom autor.

Livros que espera que daqui a 500 anos ainda deem trabalho aos críticos

O livro é a maneira em que podemos aprender sobre nós mesmos, não de ponto de vista de que se passa nas nossas vidas, mas daquilo que se passa dentro de nós. Nas palavras do seu tradutor romeno, Dinu Flămând, o núcleo da escrita de Lobo Antunes é mesmo um delírio organizado. O leitor de Lobo Antunes não deve ler o romance, mas deve vivê-lo.

Me hão-de pôr de certeza nos Jerónimos, entre Camões e Vasco da Gama, Deus há de gostar das nossas cantorias, já imagino a bater o ritmo com o pé

Ele não disfarça, não mente, oferece aos leitores um espelho, em que eles vêem os próprios rostos, não como eles querem que sejam, mas tal como esses são.
Fontes:

Se te interessa a literatura, podes ler o nosso artigo sobre 5 livros para livrar-se do aborrecimento da quarentena.

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