Possíveis sinais de vida foram encontrados em Vênus

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Vida em Vênus
Fotografia: https://pixabay.com/

Cientistas europeus e americanos dizem ter encontrado possíveis sinais de vida em Vênus, o planeta mais próximo da Terra. Este mundo é um velho conhecido dos terráqueos, mas não o visitamos há décadas porque não tínhamos esperança de encontrar nada que lá vivesse.

A descoberta é ainda preliminar e precisa de ser confirmada, mas os autores afirmam que uma das explicações mais plausíveis para as suas observações é que existe vida neste planeta. Muitos dos expertos consultados por este jornal responderam que as provas não chegam para afirmar que existe vida em Vênus.

Gémeo da Terra

Vênus é considerada o gémeo infernal da Terra. Se um humano pudesse pisar na sua superfície, veria tudo laranja, o céu muito baixo e enevoado, e morreria instantaneamente, pois a pressão ali é equivalente à de 1.000 pés debaixo do mar. A sua composição é rochosa, e o seu tamanho é quase idêntico ao da Terra. 

A sua atmosfera é feita de gases tóxicos que geram um aquecimento global descontrolado que aquece a sua superfície a mais de 400 graus, suficiente para derreter chumbo.

Para poder sobreviver ao ácido sulfúrico, os micróbios venusianos no ar deveriam usar uma bioquímica desconhecida e radicalmente diferente ou desenvolver algum tipo de armadura, explicam os cientistas.

Detectaram fosfina nas nuvens de Vênus

Os cientistas anunciaram que haviam detectado um gás chamado fosfina nas nuvens ácidas de Vênus, indicando que micróbios poderiam viver nas inóspitas proximidades da Terra.

Fosfina é uma molécula que consiste num átomo de fósforo e três átomos de hidrogênio. Na Terra, a fosfina está associada à vida, com micróbios que vivem nos intestinos de animais, como pinguins, ou em ambientes pobres em oxigênio, como pântanos. É um gás inflamável, sujo e tóxico, produzido por bactérias que não necessitam do oxigênio.

Seu cheiro era comparado a peixes em decomposição ou alho. Também pode ocorrer quando a matéria orgânica se decompõe. 

“Algo completamente inesperado e extremamente interessante está a acontecer em Vênus para produzir a presença inesperada de pequenas quantidades de gás fosfina”, disse Sara Seager, coautora do estudo e astrofísica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

Pesquisadores usaram o Telescópio James Clerk Maxwell no Havaí em 2017 e o Atacama Large Millimeter Array em 2019 para estudar o planeta Vênus. Seus dados revelaram uma assinatura espectral única para os traços de fosfina na atmosfera do planeta. O estudo foi publicado segunda-feira na revista Nature Astronomy.

Observações futuras podem revelar a fonte do gás e porque o gás está presente na atmosfera. E uma futura missão para reunir evidências da atmosfera e da superfície do planeta poderia elucidar o mistério. Até agora, sondas espaciais que pousaram em Vênus sobreviveram poucos minutos antes de se decomporem.

A agência espacial norte-americana (NASA) pediu recentemente aos cientistas que desenhassem o projeto para uma potencial missão piloto na década de 2030. 

Já sabias que um asteroide de tamanho pequeno está a dirigir-se para a Terra? Descobre mais aqui.

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