5 descobrimentos feitos pelas mulheres reivindicados pelos homens

0
1006
descobrimentos feitos mulheres
mulher

Nos dias de hoje as mulheres lutam pela igualdade entre sexos e pelo fim da misoginia e dos preconceitos. Se algumas coisas parecem agora comuns, no passado a ravina entre os dois géneros era muito mais profunda. Por exemplo, o direito ao voto para as mulheres foi introduzido na Inglaterra apenas no ano 1918 e foi permitido para eles estudarem nas universidades Harvard, Yale e Princeton em 1969. Neste contexto de instabilidade e de inequalidade, não é difícil entender porque os seguintes descobrimentos feitos pelas mulheres foram reivindicados pelos homens.

  1. Hedy Lamarr e a sua contribuição para Wifi, GPS e Bluetooth

    Hedy Lamarr, imagem: flickr.com

Hedy Lamar teve uma vida dupla por um longo período de tempo: por um lado era a mulher fatal de Hollywood, por outro lado era uma mente brilhante. No documentário Bombshell: The Hedy Lamarr Story expõem-se os esforços duma mulher para se destacar dos preconceitos existentes naquele período e de promover as suas ideias num mundo governado pelos homens. Ela foi a pessoa que, junto com George Antheil desenvolveu a ideia de “salto de frequência” que teria evitado a escuta dos rádios militares na Segunda Guerra Mundial. Infelizmente, o seu descobrimento, um precursor das tecnologias Wifi, GPS e Bluetooth foi ignorada. A sua contribuição foi premiada só em 2000, pouco tempo antes da sua morte com o Prêmio Eletrónico Frontier Foundation.

  1. Alice Ball – tratamento para a lepra

    Alicia Augusta Ball, imagem: wikipedia.org

Alice Ball foi uma jovem química que desenvolveu uma forma de injetar óleo de chaulmoogra diretamente na corrente sanguínea para tratar a lepra. Antes disso, os pacientes tomavam o óleo por via oral ou intravenosa, mas os resultados eram inconsistentes. Haviam também efeitos secundários como náuseas e abcessos sob a pele. Ela ajudou minimizar este efeito pelo desenvolvimento duma maneira de criar uma solução solúvel em água dos compostos ativos de óleo, conforme Nacional Geográfico.

Os seus impedimentos não eram representados só pelo sexo que tinha, mas também pela cor da sua pele. Alice Ball foi a primeira mulher afro-americana que fez um mestrado em química na Faculdade do Havaí. Infelizmente, Alice não publicou os seus descobrimentos porque adoeceu e morreu em 1916. Depois da sua morte, o seu colega Arthur L. Dean continuou a investigação e criou uma vacina, mas nunca creditou a contribuição de Alice, que foi confirmada apenas em 1922 através da menção num jornal médico do seu método nomeado “O método de Ball”, o que fez evidente o seu aporte.

  1. Elizabeth Magie Phillips – Monopoly

    Elizabeth Magie, imagem: wikipedia.org

A ideia do jogo mais famoso do mundo pertence, de facto, a uma mulher, embora fosse creditado Charles Darow. Elizabeth era uma mulher atípica na sua época porque se casou aos 44 anos e se sustentava sozinha. Ela criou o jogo Landlord´s Game in 1903, que era um protesto contra os grandes monopolistas do seu tempo, conforme The New York Times. O seu jogo tinha uma abordagem dualística: por um lado, criar riqueza e ser recompensado, aspeto antimonopolista e, por outro lado, criar monopólios e esmagar os oponentes, aspeto monopolista.

Ela encorajava a primeira atitude que era considerada superior, mas foi a versão monopolista que Darrow reivindicou como sua versão e vendeu-a aos irmãos Parker. Charles Darrow fez milhões com este jogo, enquanto e mulher que elaborou esta ideia original ganhou cerca de 500 dólares. Magie morreu em 1948 em obscuridade, sem ser reconhecida como criadora dum jogo com tanta popularidade.

  1. Lise Meitner – a fusão nuclear

    Elizabeth Magie, imagem: flickr.com

Lise Meitner nasceu em 1878 numa família de intelectuais e estudou física na Universidade de Viena. Sendo apaixonada pelo seu domínio, queria avançar a sua pesquisa e foi para Berlin em 1907, onde a única opção era uma vaga de professora. Mas isto não a fez renunciar e começou a implicar-se no mundo da física, embora a sua posição por ser mulher não a ajudasse muito. Ela fez amizade e colaborou com o químico Otto Hahn, consegui uma posição no Instituto de química Kaiser Wilhelm, foi voluntária como enfermeira de raios-X durante a Primeira Guerra Mundial e depois fez pesquisa nuclear no KWI onde foi também chefe de uma secção de física. Lise, junto com Otto Hahn e Fritz Strassman começaram experimentos com urânio e outros elementos, numa tentação de continuar a pesquisa de Enrico Fermi.

O trabalho de Meitner era de explicar o processo nuclear do bombardeamento das partículas de urânio com neutrões para identificar a serie de produtos de decomposição. Infelizmente, a mulher partiu em 1938 porque tinha ascendência judia e ocupou uma posição em Estocolmo no Instituto Nobel de Física. Embora deixasse toda a sua vida detrás, continuou a manter correspondência com Hahn. Nas férias de Natal, Otto Frisch, o seu neto que era também físico, visitou-a e eles continuaram e finalizaram a investigação inicial com a conclusão que um núcleo de uranio se dividiu em dois, nomeando este processo de “fusão”. Hahn e Strassman publicaram o estudo separadamente e Hahn até ganhou o Prêmio Nobel de Química em 1944, mas a contribuição de Lise Meitner a este descobrimento nunca foi creditada.

Sabia que NASA descobriu um novo planeta do tamanho da Terra?

  1. Chien-Shiung Wu e os seus descobrimentos na física nuclear

    Chien-Shiung Wu, imagem: flickr.com

Chien-Shiung Wu nasceu na China e emigrou para os Estados Unidos para continuar os seus estudos na física. Chegou a trabalhar na UC Berkeley onde pesquisou o decaimento beta e a produção de isótopos radioativos. Em 1944 implicou-se no Projeto Manhattan e descobriu, na Universidade da Colômbia o processo para separar o metal de urânio nos isótopos U-235 e U-238. Ela ficou conhecida pelo “Experimento Wu”, em que, influenciada pelos colegas da Universidade da Colômbia confirmou que para interações nucleares fracas, a natureza é ligeiramente canhota.

Em 1957 os colegas de Wu que propuseram o experimento receberam o Prémio Nobel por derrubar o conceito de paridade, mas a contribuição de Wu não foi mencionada. Foi, mais tarde, agraciada com o Prêmio Wolf de Física para sua contribuição no Modelo Padrão e a Medalha Nacional de Ciência para seu trabalho sobre decaimento beta. Para além de ter um aporte importante no conhecimento do mundo através dos seus experimentos, ela foi também uma das poucas mulheres físicas do seu tempo e a primeira mulher presidente da Sociedade Física Americana.

Apesar de encontrarem dificuldades, não devemos esquecer que estas mulheres tiveram um grande aporte no melhoramento da vida e coragem de quebrar as ideologias dos seus tempos.  

Veja também os segredos decombater COVID-19 na Coreia do Sul!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here