Harry e Meghan, um conto de fadas contemporâneo

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Harry e Meghan
Harry e Meghan, Fotografia: captura de ecrã do vídeo "FULL Interview: Prince Harry and Meghan Markle - BBC News" do canal BBC News na Youtube

Os românticos sempre gostam de filmes com “um amor impossível”, aqueles que tem no enredo diferenças de classe, desencontros, tramas, mas que sempre tenham um final feliz. Se hoje me perguntassem: Qual filme romântico eu mais gosto? Responderia que é sobre o amor de Harry e Meghan Markle, a história perfeita entre um príncipe e uma afro-americana.

Não seria a primeira vez que uma descendente africana estaria na família real britânica. Segundo historiadores, o rei George III casou com Sophie Charlotte de Mecklenburg, que era afro-descendente.

Retornando ao conto de fadas contemporâneo, Meghan e Harry se conheceram por intermédio de uma amiga em comum. Ela organizou quase um encontro às cegas entre os dois, e parece que deu certo, pois meses depois os dois estavam em um relacionamento. Na época, Meghan era atriz da série Suits e gravava no Canadá e Harry desempenhava suas funções reais. Entre viagens e encontros, os dois acabaram se casando em 2018, mas antes de casar, Meghan deixou sua carreira de atriz para dedicar-se inteiramente a vida na família real.

Com o casamento, Meghan e Harry receberam o título de duque e duquesa de Sussex e vivem felizes para sempre no palácio real.

Ops, nem tão felizes, pois entra em cena a “bruxa malvada”. Ela sempre atua nos contos de fadas, neste caso caracterizados por alguns dos tablóides britânicos. Infelizmente, esses utilizaram comentários racistas. Alguns comentários foram tão invasivos e constrangedores que o príncipe Harry fez um comunicado à imprensa devido o tom racista que era utilizado nas redes sociais contra sua amada.

Tudo indica que essa “bruxa malvada” não atuava somente fora do palácio real.

Coincidentemente em um almoço de Natal no palácio de Buckingham com a presença da rainha Elizabeth II, quando Meghan e Harry eram noivos, algo aconteceu. A esposa do primo da rainha, princesa Kent, usou “inocentemente” um broche de cunho racista causando um constrangimento ao casal.

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Com toda a pressão e comentários racistas, dentro e fora da corte, o conto de fadas chega no momento da decisão dos apaixonados sobre o que era mais importante: o amor ou a realeza.

Como em alguns filmes românticos vemos as pessoas abandonarem tudo por um amor, não foi diferente com Harry. Após 4 anos de começar o relacionamento, viver na família real e enfrentar diariamente a “bruxa malvada” com suas artimanhas dentro e fora do castelo, tiveram que deixar a realeza.

Mas como nos filmes, a maldade foi tanta, que não dando-se por satisfeita somente em dar veneno a linda princesa para fazê-la dormir, ou prendê-la na torre do castelo, espalhou seu preconceito e racismo. Não poupou o fruto inocente do amor de Harry e Meghan, tentando atingir o filho recém-nascido do casal. 

Comparando estas maldades aos contos de fadas, podemos perceber que as bruxas dos filmes são principiantes diante das bruxas modernas.

Voltando ao nosso romance, o casal, de forma inusitada pede para deixar as obrigações na família real britânica. Em outras palavras, abandonam a realeza e o palácio para tentarem viverem em paz suas vidas cultivando o seu amor. Procuraram criar o seu filho longe de toda esta maldade.

O que realmente aconteceu atrás das paredes do castelo da família real britânica?

Talvez, nunca saberemos. Quantas outras maldades a “bruxa malvada” fez a eles? Quantas lágrimas, tristezas, decepções… Logicamente isto não virá a público, mas as divulgações nos remetem a duas certezas. A “bruxa malvada” ainda vive com muita força no reino inglês e o amor deste casal é um exemplo que nem mesmo um reino separa duas pessoas quando se amam.

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