Vacina contra o COVID-19: A influência do Estado no movimento anti vacinação

0
359
vacina
Fotografia: pixabay.com

Em meio a situação caótica ocasionada pela COVID-19, onde as mortes já contabilizam mais de 1,7 milhões, o desemprego no mundo bate recordes, retorno de famílias para a taxa de extrema pobreza, depressão econômica dentre outros fatores, uma noticia chega para trazer esperança, o desenvolvimento de uma vacina em tempo recorde, entretanto, a polarização política coloca em xeque a credibilidade do medicamento e a aceitação da população em relação a imunização voluntária.

2020, um ano que dentre outros ganha um destaque especial nos livros de história, quando depois de pouco mais de 100 anos, o mundo é novamente afetado por um vírus altamente contagioso, e é decretado o estado de pandemia. Evento similar a este foi registrado a ultima vez por volta de 1918, quando a gripe espanhola alastrou o mundo e mais de 50 milhões de vidas foram ceifadas.

Em um ano pandêmico, o desenvolvimento em tempo recorde de uma vacina deveria ser celebrada.

Em um ano pandêmico, o desenvolvimento em tempo recorde de uma vacina contra um vírus que até poucos meses atrás nada se sabia, deveria ser celebrada pela sociedade como um todo. Mas o que explica a resistência popular em dar a credibilidade necessária para uma vacina que pode fazer com que milhões de vidas sejam poupadas? Um estudo realizado pela CPS/UND – Centro de Pesquisa em Comunicação Política e Saúde Pública da Universidade de Brasília aponta que o número em intenções em relação a tomar a vacina diminuiu 16,4% com relação a Coronavac (vacina de origem chinesa) e 14,1% em relação a Sputnik V (vacina de origem russa).

Margaret Keenan, a primeira pessoa a receber a vacina contra COVID-19.

A influência do Estado vem como fator determinante na crescente resistência contra a adoção da vacina.

Um Estado que tem como papel liderar e instruir a população mediante decisões onde vidas devem ser tratadas como tópico prioritário, vem se mostrando omisso e irresponsável quanto a liderança em meio a uma pandemia, onde discursos conspiratórios se fazem frequentes em pronunciamentos oficiais, além de aglomerações promovidas pelos mesmos, desestímulo ao uso de mascaras entre outras medidas as quais vão em sentido oposta as orientações da ONG (Organização Mundial da Saúde).

Em um Estado democrático, onde pressupõe-se que a maior parcela da população apoia o governo regente, encara-se como natural que tal maioria dê maior credibilidade e siga as orientações daqueles quais foram creditados confiança para estarem na posição de líderes, onde a análise sobre a decisão de disponibilizar ou não uma vacina para a população deve ser embasada na eficácia da mesma, deixando para segundo plano qualquer influência politica referente ao seu país de origem e desincentivando teorias conspiratórias para que somente assim o movimento anti vacina seja tópico minoritário e a imunização em massa aconteça.

COVID-19: com ou sem vacina, o contágio parece inevitável.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here