Que fazer e que não fazer quando alguém sofre um ataque de pânico

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ataque de pânico
Fotografia: Pexels

O ataque de pânico representa uma experiência muito desagradavel. Só as pessoas que o experimentaram alguma vez sabem que há poucos momentos piores na vida.

Para além do sentimento de terror profundo e pesado que surge de repente e sem nenhuma explicação, há também a sensação de afogamento, a tontura, a náusea, os dores de estômago, o aumento do pulso e da tensão, a transpiração intensa. E todas estas sensações aparecem ao mesmo tempo, invadem o seu corpo, e a única reação possível é de perder o controle de si mesmo, de pensar que já está louco e de querer acabar com a sua vida.

Este é o momento mais intenso de fraqueza e desamparo que um homem pode sentir. As pessoas perto de si se tornam sombras. Não há nada e ninguém que o possa arrancar daquele abismo. De facto, as pessoas que não sabem como reagir em frente de alguém que passa por um tal momento podem mesmo piorar a situação. Mas há modalidades para eles tornarem esta experiência um pouco mais suportável.

Portanto, como é que pode dar-se conta que alguém tem ou está no ponto de ter um ataque de pânico ? Uns dos sinais que pode ter em conta são:

  • Começa respirar muito rapidamente e tem um olhar turvo, como se olhasse através de ti;
  • Está pálido;
  • Transpira intensamente;
  • As suas mãos tremem
  • Diz que está a afogar-se, que tem dores no peito e que não se sente bem;
  • Diz simplesmente que tem um ataque de pânico.

Que não é bem fazer nesta situação?

  • Não lhe diga que não tem nada que temer;
  • Não lhe diga que fique tranquilo;
  • Evite dizer-lhe que os outros olham para ela;
  • Não lhe diga que está a exagerar;
  • Não tire a culpa para ele, de modo que se sinta responsável por não ter premeditado aquele momento (por exemplo: «- sabias que não te sentias bem nos lugares cheios, então porque saíste no parque no domingo?»)

 

Como é melhor reagir nestes momentos?

  •  Não perca a cabeça! Fique o mais calmo possível.
  • Conduz a pessoa para um lugar mais tranquilo, preferível ao ar livre.
  • Aconselhe-a a olhar para cima pelo menos 2 ou 3 minutos.
  • Se a pessoa não tiver tontura, passeiem um pouco.
  • Se não conheceres a pessoa, põe-lhe perguntas simples como:

– Qual é o teu nome?

– Tens irmãos?

– De donde és?

– Qual é a tua profissão?

– Quantos anos tens?

Se conheceres a pessoa, peça-lhe de se lembrar de uma pessoa, de uma morada, uma informação, um número de telefone ou outras coisas simples.

  • Comece uns exercícios de respiração. Peça-lhe que respire junto convosco e tome em conta que a expiração seja mais prolongada de que a respiração: 4 segundos a respiração, 2 segundos para manter o ar e depois 6 segundos de expiração;
  • Tente criar uma conversa normal, natural, fala sobre o tempo, os arredores, uma história que viveu. Pode mesmo brincar e dizer piadas.
  • Acalme-a, diga-lhe que a sensação desgradavel vai passar nuns momentos, que não tem de se apressar, que já não passa nada.
  • Afaste cordialmente os que perguntam o que está a acontecer, diga-lhes que só ficaram a descansar.

Em poucas palavras, o que pode fazer é criar um espaço sereno e seguro para a pessoa, eliminar o estresse. Um ataque de pânico dura entre 15 e 20 minutos. E é importante saber que não pode diminuir este tempo, mas pode fazer que seja menos sinistro. 

Caso goste deste artigo, leia também o artigo sobre as Expressões para dizer de forma mais bonita que desejamos ir à casa de banho.

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