autossabotagem
Fotografia: Pexels-Vickie Intili

A autossabotagem pode ocorrer em vários contextos: no trabalho, nas relações com os outros, mas todos são ligados ao impedimento que impomos à própria pessoa de evoluir e de se manifestar ao seu máximo.

Mas como é que podemos saber que nos estamos autossabotando? Geralmente há vários sinais e comportamentos que desvelam a atitude destrutiva que temos contra nós mesmos. E estes são facilmente reconhecíveis, porque têm como origem o medo de errar, de ser ferido ou de ferir aos outros. Portanto, vamos ver quais são os sinais mais frequentes:

1. Nunca estás contento de ti

O que quer que faças, nunca está bem, nunca é demasiado, nunca é perfeito. Encontras sempre uma falta pequenina que destrói tudo e o pouco de contentamento que sentias se esfuma, não é? 

Tentar aprender das próprias falhas e querer tornar-se melhor é uma atitude sábia. Mas pesquisar estes erros e deixá-los mudar de maneira negativa a imagem que tens sobre ti não pode ser outra coisa que um sinal claro de autossabotagem. Em vez de gozar dos teus sucessos, de querer trabalhar mais para ser melhor, tu atolas-te na ideia de que não podes fazer certas coisas, de que não és capaz, de que lamentas o teu passado.

Conselho:

Já nem sempre penses no que fizeste mal no passado, já nem pesquises a todo o custo o que foi errado! Compreende que o erro é algo natural, humano, e que a perfeição é só uma ilusão. 

Ao mesmo tempo, pergunta-te quais são as tuas qualidades e capacidades. Escolhe atividades que concordam com as tuas paixões e não tentes 

2. Tens sempre a necessidade de comparar-te com os outros

O conceito de inferioridade surge por causa das comparações que fazemos sempre com os outros. Em vez de olhar para a própria pessoa, de medir os sucessos em relação às próprias possibilidades e habilidades, tu preferes olhar para o outro que fez «melhor».

Quantas vezes disseste «eu não sou bom em nada porque sempre há alguém melhor», «eu não vou fazer isto porque ele o faz melhor do que eu».

Conselho:

Antes de subestimar as tuas realizações em relação aos outros, pensa que cada pessoa tem capacidades e oportunidades diferentes. Por exemplo, pode ser que o quadro pintado pelo teu amigo seja melhor, mas ele tem anos de preparação e de estudos na pintura e nas artes. Tu estás a pintar só por paixão ou não estudaste tanto que ele. 

As únicas comparações válidas que uma pessoa pode fazer são só em relação a si mesma. Medir a sua evolução e querer melhorar opõe-se sempre ao que a mesma pessoa fez no passado, não no que outras pessoas fazem agora. 

3. Autossuficiência e subestimação

Impor-se barreiras como «não consigo», «não tem sentido», «isto é suficiente» e lamentar a sua própria pessoa são formas claras de autossabotagem. Isto leva à procrastinação, que põe em pausa o desenvolvimento da pessoa em todos os planos: profissional ou emocional. Ser autossuficiente, parar de desejar, de sonhar, de lutar por causa da subestimação das suas qualidades pessoais não pode ser menos do que negativo. As verdadeiras experiências acontecem quando a pessoa tem a coragem de tentar, mesmo sem saber se vai ganhar ou perder algo.

Conselho:

Em vez de dizer «não consigo», diz «quero ver se consigo». O homem não nasce com limites, nós mesmo somos os quais se impõem estas barreiras por causa do medo. Uma só gota de coragem é suficiente para mudar as montanhas e levar-te numa nova aventura. Pode ser que não consegues o que te tinhas proposto, mas pelo menos tens a experiência que por seguro te ensinou algo.

Caso tenhas descoberto que tu te estás autossabotando tu também, toma em conta os nossos conselhos. Descobre todo o teu potencial sem medo, porque cada experiência, boa ou menos boa, pode ensinar-te uma lição.

Caso goste deste artigo sobre a autossabotagem, leia também o artigo sobre o bullying.

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