«How to be a bawse» ou como ser o chefe da sua própria vida

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how to be a bawse

Li «How to be a bawse: A guide to life conquering» quando tinha 18 anos. Agora tenho quase 21 e ainda gosto de ler de novo algumas páginas para me lembrar que estou num processo de desenvolvimento sem fim e que tenho de pesquisar sempre a minha melhor versão.

Antes de seguir, queria sublinhar o facto que este é o único livro de desenvolvimento pessoal que li até hoje. Geralmente não acredito nesta categoria de contos que falam por todos, mas não ajudam a ninguém. Li-o por curiosidade, porque era fã de Lilly Singh no YouTube, e foi a melhor decisão que podia tomar.

How to be a bawse: A guide to life conquering

«How to be a bawse: A guide to life conquering» é o livro escrito por Lilly Singh, conhecida também no YouTube como iiSuperwomanii. Curiosamente, no livro não fala sobre o seu percurso na vida, como se tornou conhecida por meio das redes sociais ou algo deste tipo. Mas fala por experiência própria, do ponto de vista da rapariga que trabalhou muito para aprender mais sobre ela-mesma e que decidiu partilhar estes conselhos.

O livro está dividido em quatro partes: «Master your mind» — Domina os teus pensamentos, «Hustle harder» — Trabalha mais, «Make heads turn» — Atrai a atenção e «Be a unicorn» — Sê um unicórnio. 

E cada um destes capítulos fala sobre um passo pequeno, mas importante que tens de fazer para chegar ao que tu mesmo podes chamar «bawse». Cada fim dos quatro capítulos termina-se com um «Out of the blue», que é, de facto, uma mostra da tristeza e da ansiedade que ela sentiu no seu percurso e que tu e muita outra gente sentiu alguma vez na vida; sentimentos que são normais, mas que não podem parar o teu destino.

Cada uma destas quatro partes está dividida em capítulos menores, que representam conselhos e pequenos passos que podes fazer para mudar a tua forma de ver a vida. Por exemplo, na terceira parte, «Make heads turn» – Atrai a atenção, Lilly adicionou capítulos como: «Protect your vision» — Protege a tua visão, «Say what you mean» — Diz o que pensas ou «Be unapologetically yourself» — Sê tu mesmo. O fim destas páginas é de te lembrar que tu também és importante e que isto tem de ser revelado na tua atitude perante o mundo.

Porque é este livro tão especial?

O grande propósito do livro é que, até ao fim, tu compreendas que ser a «bawse» significa ser a melhor das tuas versões. Isto não é um livro clássico de desenvolvimento pessoal que te tenta vender a chave da felicidade. Mas é um livro que te oferece os indícios para ganhares confiança em ti. Porque só confiando nas tuas capacidades e conhecendo a definição do «eu, único e prioritário», podes tornar-se o chefe da tua própria vida. 

Para além, a frase chave do livro é  a vida é como uma escada que tens de subir passo a passo». Isto é, não deves ser o melhor, mas dever ser melhor que foste o dia anterior. 

Os detalhes fazem a diferença

Os capítulos estão escritos de maneira simples e concisa, para que cada pessoa possa compreender. Por vezes são muito engraçados e irônicos, guardo um pouco do estilo de Lilly que conhecemos nas redes sociais. Além disso, o livro está cheio de imagens e ilustrações, com cores vivas que animam as ganas de ler e descobrir mais. 

O detalhe do qual eu mais gostei é a caixa com perguntas para o leitor. Ao fim de alguns capítulos há uma caixa com perguntas para ti e com espaços para poderes responder e escrever diretamente no livro. Para mim isto foi muito importante porque, após ler, me sentia forçada a pensar em mim e em como o que acabei de ler podia aplicar-se na minha vida. Foi assim que eu cheguei a compreender plenamente o que Lilly tentava ensinar-me.

O que aprendi após ler How to be a bawse?

Após ter lido o livro de Superwoman, aprendi a falar comigo mesma, a ser mais organizada e mais segura enquanto as minhas forças. Nos momentos quando a minha confiança está fraca, lembro-me que «eu» pode ter mil versões, mas eu vou escolher a melhor. 

Também aprendi a ser mais compreensiva. O «melhor» é relativo, nem sempre posso ultrapassar o que fiz o foi no dia anterior. Mas vou fazer todo o meu possível para fazer o melhor agora, nas condições dadas.

Leia também o nosso artigo sobre O mito da Medusa: vítima retratada como um monstro (parte 2).

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