Monique Jackson, a pessoa que sofre de COVID-19 há seis meses

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Monique Jackson COVID-19
Fotografia: pixabay.com

Monique Jackson, uma mulher que vive no Reino Unido, começou a ter sintomas de COVID-19 em março. No entanto, embora seis meses já passaram, a doença ainda persiste.

A Monique adoeceu ao mesmo tempo com uma amiga, depois de terem viajado de comboio, no início da pandemia. Ambas tinham sintomas semelhantes, não muito graves, mas a situação mudou-se no caso da Monique rapidamente. Depois de duas semanas, a mulher já tinha problemas de respiração. Mesmo assim, não realizou o teste de COVID-19 imediatamente, porque naquela altura o Reino Unido só usava os testes nos casos extremamente graves.

Sintomas estranhos, que ainda persistem

A mulher continuou a mostrar vários sintomas, como cansaço excessivo, dores no peito e no resto do corpo, febre alta, até dores de estômago, sintoma que foi reconhecido muito mais tarde como pertencente à doença. Outros foram, também, muito estranhos: tinha erupções no corpo e as mãos dela ficavam machucadas.

‘Remédio’ encontrado na página de Instagram

A Monique ainda está a sofrer todos os dias. Agora testada positiva, durante este período tem passado por diferentes estados de espírito, especialmente ansiedade causada pela pandemia. Para lidar com tudo isto, até teve que parar de usar as redes sociais, que só divulgavam informações sobre o assunto de COVID-19. Agora tem uma conta no Instagram, que usa como diário gráfico, onde fala sobre os seus sintomas e diferentes tratamentos que tenta para tratar-se.

 

“Não sou uma pessoa preguiçosa”, diz ela sobre si. A Monique costumava ser quase hiperativa, praticando boxe tailandês, muay-thai e ciclismo. Infelizmente, agora dificilmente encontra energia para poder escovar os dentes ou subir as escadas. Ela está numa luta com o seu próprio corpo, e ainda está à espera de sua melhora. Contudo, graças aos seguidores no Instagram, ela recebe muito apoio e consegue sentir-se ligada ao resto do mundo neste período de isolamento.

Monique Jackson faz parte de um grupo raro de doentes de longa duração com COVID-19, que ainda não foi muito analisado pelos médicos. As razões pela doença prolongada não são muito claras, e por isso a mulher só pode tentar manter o otimismo por momento.

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