Rússia: morte em massa de animais marinhos na península Kamchatka

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Kamchatka
Fotografia: captura de ecrã do vídeo "'Ecological disaster': Dead octopuses, seals and sea urchins wash up after suspected chemical spill" do canal The Telegraph no Youtube

Um desastre ecológico ocorreu em Kamchatka, na zona de praia de Khalatyr, onde milhares de animais marinhos foram encontrados mortos à beira do Oceano Pacífico.

As primeiras pessoas que se aperceberam da situação foram os habitantes e alguns surfistas. Depois de entrarem na água, eles disseram que tiveram enxaquecas, febre, dores de garganta, vista turva, olhos secos e doloridos. Também, o surfista Anton Morozov acusou sintomas que lhe pareceram estranhos. Anton tinha a garganta inflamada e os ligamentos inchados.

O ocean mudou de cor e de cheiro!

Um pouco mais tarde, uma mancha que apareceu no oceano fez com que a cor e o cheiro da água mudassem, deixando a água amarelada. Manchas de origem desconhecida e de cor amarela foram também indentificadas nas águas do litoral do Kamchatka por ativistas do Greenpeace.

Vassíli Iablokov, o chefe do projeto da clima na filial do Greenpeace russa, declarou:

Em vários pontos, observamos uma espuma amarelada na superfície do oceano, além de uma água opaca. Em um dos locais, encontramos animais mortos. A mancha, ou melhor, o volume, já vemos que não está apenas na superfície, está a mover-se ao longo do litoral.

Os especialistas notaram que milhares de focas, lulas, caranguejos, peixes, polvos e ouriços-do-mar cobriram a costa da península Kamchatka.

Anton Morozov, surfista e diretor da Snowave, uma das principais escolas de surf da península, publicou no Instagram inúmeras imagens e vídeos da catástrofe.

As autoridades têm três hipóteses para esta situação, a primeira sendo ligada à um vazamento de substâncias tóxicas no oceano provocada pelo homem. A segunda tem a ver com um fenómeno natural e a terceira é relacionada às algas que teriam sido carregadas para a praia num vento forte.

Os rumores ligados a um vazamento de combustível de uma base militar de submarinos atómicos, que fica a 50 quilômetros da praia.

Não foi realizado qualquer exercício com o uso de equipamento militar pesado, afirmou o comando da Frota Russa.

Porém, fontes anónimas afirmaram que observaram um vazamento de combustível no polígono. Depois ter colecionado as amostras, uma equipe de especialistas revelou que os rezultados indicaram que a água continha quatro vezes mais derivados do petróleo e 2,5 vezes mais de fenol.

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